Logo é dado à luz, o indivíduo expõe sua nudez crua, frágil, delicada e desprovida de qualquer pudor, que, aos poucos, lhe será acrescido como um ônus a sua ousadia de estreia na vida. Com o passar dos anos, aprende-se que a intimidade do corpo deve permanecer quase cauta, levando o olhar a estranhar qualquer manifestação de nudez mesmo que dela se tenha originado. A arte, talvez, tenha executado a função de refil, creditando a exposição pública de algo que ainda causa certo embaraço. Revela ao observador detalhes, curvas e saliências, que, mesmo se tratando de indivíduos distintos, conservam a semelhança do gênero ou da alma que ali se mostra no nu artístico. Revelar tais nuances também se torna um desafio para a fotografia. Nela, o resultado da imagem exibida precisa atingir a medida certa para que não se fuja da intenção inicial. “Eu levei algum tempo para entender a diferença do nu artístico para o convencional, sem graça ou exagerado. Mas percebi que o de...